sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Caminhos da Mulher de Deus - Amigas
ZENILDA REGGIANI CINTRA
Pastora, membro da equipe pastoral da IB Curuçá, Santo André (SP)
Quando minha irmã era pequena sempre se referia a sua “patotinha”. A
palavra era motivo de brincadeira na família, mas para ela indicava as
amigas em quem confiava e eram importantes naquele momento da sua vida.
Toda mulher precisa de uma “patotinha”, amigas verdadeiras que tornem a
vida mais doce e mais alegre. Pastoras e esposas de pastor, líderes em
qualquer área, profissionais, mulheres em qualquer idade, todas nós
precisamos de amigas. Li recentemente que uma mulher precisa de pelo
menos cinco tipos de amigas: a alegre e dinâmica que a motiva a ir adiante, a
que conhece todo o seu passado e é capaz de partilhar momentos nostálgicos,
uma que seja o ombro para chorar nos momentos difíceis, uma conselheira
sensata e outra que seja franca para dizer as verdades que precisamos às
vezes ouvir. Achei interessante e pertinente. Acrescentaria, como
característica a todas, a fé, ainda que precisamos também ter amigas
verdadeiras que não conheçam a Cristo, a fim de que por meio da amizade
possamos ser um espelho do amor de Deus.
Sempre tive amigas especiais nos diversos estágios de amadurecimento, no
ministério, como pessoa, como mãe, como esposa, enfim, mulheres que
oram instrumentos de Deus para o meu consolo e crescimento.
Uma história que me faz pensar na necessidade feminina de ter amigas é a de
Maria quando soube que estava grávida. Para ela, uma mulher muito jovem
ainda, a visitação do anjo, o fato de estar grávida ainda virgem e a nova vida
que se descortinava diante de si eram, certamente, motivos para perplexidade
e muitas perguntas para as quais não havia resposta imediata. E para onde ela
vai? Falar com outra mulher, Isabel, também vivendo um momento singular
em sua vida, certamente perplexa diante da gravidez em sua velhice, do
marido que estava mudo, mas uma mulher experiente, esposa de um
sacerdote e ambas cheias de fé. As realidades eram diferentes, mas a
gravidez era a experiência comum. As duas conversam, animam-se, em
solidariedade, companheirismo e aceitação, entendendo o mover de Deus na
vida de ambas e, no final, Maria consegue cantar, alegrar-se por tudo o que
está acontecendo e glorificar no nome do Senhor. Como é importante termos
amigas para compartilhar nossas perplexidades, interrogações, alegrias,
ristezas, sonhos e encontrar nelas aconchego e palavras de fé!
Recentemente Deus acrescentou a minha vida um grupo de novas amigas,
uma “patotinha” para este tempo.
A aproximação foi intencional, uma vez
que todas nós temos responsabilidades no Reino de Deus, somos bastante
ocupadas e temos abrangência em ministério com mulheres. Apesar da
agenda cheia, separamos tempo para estarmos juntas, conversarmos, rirmos,
refletirmos a respeito de ensinos bíblicos para nossa integridade pessoal e
orarmos, enfim, nos pastorearmos mutuamente. Sempre que volto de nosso
momento juntas tenho vontade de cantar. Lembro-me de Maria, e também
engrandeço ao Senhor e alegro-me nele, porque depois de conversar com
elas entendo melhor o mover de Deus em minha vida.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
CAMINHANDO JUNTO
AO FERIDO
por Ingrid Lawrenz,
MSW
Recentemente,
nossa igreja foi abalada por duas mortes prematuras, ambas por câncer. Uma
delas foi a de um jovem pai de três, e a outra a de uma jovem mãe de três. A
dor era real, quando família, amigos e pastores choravam abertamente em cada
funeral. Mas os dois crentes terminaram bem. Seu tempo na terra foi gasto em fé
inabalável. Eles foram visivelmente abençoados pelos irmãos que os cercaram de
amor. Eles morreram embalados pelos braços de seus amados. Por dias, enquanto
um cristão está morrendo, o véu entre esta vida e a próxima é tão fino que o
moribundo pode sentir a presença e paz do Deus Onipotente. Por fim Jesus vem e
toma suas mãos, atraindo a pessoa para Si.
A
elaboração do luto é um esforço árduo. Quando é bem vivido, o dom da graça de
Deus é experimentado em abundância. Vivenciar o luto não demonstra falta de fé;
mostra, pelo contrário, a profundidade do amor. Jesus chorou por causa de
Lázaro. Líderes de igreja precisam ser modelos nisso, dispondo-se a entregar
seus corações, e não só suas mentes, às suas congregações. Muitos líderes
cristãos erradamente suprimem suas emoções com a intenção de parecer fortes
espiritualmente. Será que eles não estão mostrando, isso sim, falta de fé por
não confiarem que Cristo os susterá firmemente no momento em que a dor e a ira
profunda vierem à tona?
Na verdade
há pessoas que evitam vínculos amorosos e relacionamentos mais profundos por
medo de serem feridos ao entregar seu amor a alguém. Mas a Bíblia diz que o
perfeito amor lança fora todo o medo (I Jo. 4.18). Alguém pode achar que
provavelmente não suportaria passar pelo sofrimento que vê outros passarem. No
entanto, até o momento em que Deus te pedir para passar pelo vale da sombra,
você não possui a graça que Ele derrama sobre aqueles que já estão lá.
C. S.
Lewis, em seu livro Os Quatro Amores, descreve pessoas têm tanto medo de
serem feridas pelo amor que preferem uma vida de solidão. Ele diz que é verdade
que se você der seu coração ao que quer que seja neste mundo, você se ferirá,
porque morte, doença e separação são realidades próprias deste mundo. Portanto
o único lugar para onde você poderia fugir para não ser ferido pelo amor é o
Inferno, porque no Inferno não existe amor.
Elaborar o
luto é como ajuntar pedras espalhadas em uma pilha, semelhante ao que os
israelitas faziam quando levantavam uma torre ou montão de pedras em memorial.
Cada oração, cada lágrima derramada, cada anotação no diário, cada abraço, cada
momento de raiva processada é uma pedra. Cada pedra nos leva mais perto da
aceitação e resolução. Se você não lida com suas emoções, seu corpo chorará por
você. Doenças causadas por estresse surgirão. Lágrimas são como um banho que
limpa a alma. Elas curam.
Eclesiastes
7.2 diz-nos que é melhor ir a um funeral do que a uma festa. Eu acho que é
porque a agonia profunda da alma nos faz reconhecer que nós não passamos de
flores fugazes. O amor de Deus e Jesus Cristo são realidades absolutas. O véu
entre este mundo e o próximo se torna mais transparente em um funeral.
Enfrentar
abertamente a própria morte é o último passo para abrir mão de nosso
narcisismo. Todd Beamer compreendeu isso quando ele voluntariamente entregou
sua vida em favor de outros no malfadado avião em 11/09/01. Quando você for capaz
de dizer: “para mim o viver é Cristo e o morrer é ganho”, é porque a sua vida
está tão mergulhada na vida de Cristo que não existe mais aquela proteção
narcisista segurando as pontas. Quando se leva a vida de mãos abertas, todos os
relacionamentos são vistos à luz da eternidade e os bens materiais são mantidos
sem apego, com uma disposição de renúncia. Vivendo assim é que se encontra paz
e liberdade verdadeiras. É por esta razão que a jovem mãe que morreu
recentemente pôde dizer em seu testemunho que os dois últimos anos de sua vida
foram os melhores, e que ela não gostaria de voltar a viver do modo como vivia
antes disso. Ela recebeu amor dos outros abundantemente. As prioridades foram
colocadas em seus lugares e a paz sustentadora de Deus tornou-se tangível.
Nós
precisamos construir comunidade, comunhão, família e amizades em nossas igrejas
enquanto estamos bem. O corpo de Cristo precisa se fortalecer para poder
sustentar seus membros quando estão sofrendo. Se toda vulnerabilidade,
autenticidade e emoções são evitadas, o corpo se enfraquecerá. As pessoas irão
sofrer e passar pelo luto sozinhas quando tragédias as atingirem. Que razão
melhor há para se promover a comunhão nos grupos pequenos, apoio aos enlutados
e outros tipos de ministério para equipar melhor o corpo de Cristo a fim de
amar e cuidar dos feridos e enlutados?
Deus nos
fez para precisarmos uns dos outros. Eu creio que a Igreja precisa construir
uma ponte entre as necessidades dos indivíduos e suas necessidades relacionais.
Quando chegar o tempo de eu morrer, quero ser sustentada e cercada por pessoas
amadas. Você não espera o mesmo?
Ingrid Lawrenz é a esposa
do pastor principal da Igreja Elmbrook em Brookfield, Wisconsin. Ingrid
trabalha no serviço social clínico na New Life Resources, um ambulatório
cristão de saúde mental. Ela e seu marido Mel têm dois filhos.
Tradução de Eliane Ester
de Souza
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Tarde de encontro- 02/12/2009
clique na imagem para ver maior
Estenda este convite a outras
mulheres em ministério
do seu conhecimento
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
CRIAR E EDUCAR
(Vailde B. S. Almeida)
Criar é trabalho, educar é missão.
Criar dá trabalho, educação dá preocupação.
Criar se terceiriza, educar jamais.
Criar quer saber se já jantou, educar quer saber o que comeu.
Criar liga a TV, educar senta para assistir junto.
Criar dá presente a tordo e a direito, educar só presenteia quando é direito.
Criar precisa de ajudantes, educar precisa de parceiros.
Educar leva para passear, criar mandar alguém levar.
Educar dá exemplos, criar dá ordens.
Criar dá carinho e mimo, educar dá carinho e justiça.
Educar diz "não", criar diz "pois não".
Criar assiste ao crescimento, educar endireita o caule.
Criar suporta, educar acolhe.
Criar enfeita, educar dá bons modos.
Criar castiga, educar ensina.
Educar orienta, criar intimida.
Criar faz de conta que não vê, educar revela.
A criação é cega, a educação é lúcida.
Criar é viver um dia após o outro, educar é construir o futuro.
Sakura de Deus
Florescendo para Deus
(Liana Noriko Tatsumi Goya)
Estes tempos lembrei-me de minha infância e de uma árvore que existia no quintal da nossa casa. Eu morava num lugar bem quente no interior do estado de São Paulo, já bem próximo da divisa com o estado de Mato Grosso do Sul.
O quintal da minha casa era enorme e existia lá uma arvorezinha miúda que ficava muitas vezes sem folhas, não dava frutos e era até feiinha perto das enormes laranjeiras. Em um época lembro que, por causa de uma doença chamada "cancro cítrico", todas as laranjeiras e limoeiros foram cortados, restando somente aquele pezinho.
A civilização chegou, e o quintal foi todo cimentado, só sobrou um pequeno canteiro com aquela arvorezinha. Não sabia por que meus pais e especialmente os meus avós se importavam tanto com aquela árvore e não a cortavam de uma vez.
Anos mais tarde, fiquei sabendo que aquele era um pé de sakurá que meus avós tinham conseguido, de alguma forma, trazer do Japão. Agora fazia sentido a alegria da minha avó em ver aquelas flores miúdas de um rosa bem clarinho, quase branco, brotarem no topo da árvore.
Penso naquela árvore de clima frio que insistia em florescer num calor tão intenso da região. Dava flores, apesar do chão tão impróprio, cheio de cimento e de mãozinhas travessas que, na sua ignorãncia, retiravam os brotos.
Acho que muitas vezes nós somos como aquela arvorezinha num lugar de clima difícil, chão duro, e muita adversidade.
No Salmo 1.3, a Biblia fala do justo como alguém que é plantado junto a corrente de águas, junto do Senhor. O Salmo 92.12-15 fala do justo que floresce nos átrios de Deus e dá frutos até em tempos em que as pessoas já não esperam mais.
Este é o chamado do nosso Senhor para vivermos como seus filhos, orando, trazendo palavras de encorajamento, ou fazendo pequenos gestos de bondade. Podemos manifestar a Graça de Deus onde estivermos e em todas as circunstâncias.
Que a cada dia possamos viver bem firmados com Jesus, ser cada vez mais parecidos com Ele, e para sua gloria, manifestar Sua Graça e bênção.
(São Paulo, julho de 2008)
(Liana Noriko Tatsumi Goya)
Estes tempos lembrei-me de minha infância e de uma árvore que existia no quintal da nossa casa. Eu morava num lugar bem quente no interior do estado de São Paulo, já bem próximo da divisa com o estado de Mato Grosso do Sul.
O quintal da minha casa era enorme e existia lá uma arvorezinha miúda que ficava muitas vezes sem folhas, não dava frutos e era até feiinha perto das enormes laranjeiras. Em um época lembro que, por causa de uma doença chamada "cancro cítrico", todas as laranjeiras e limoeiros foram cortados, restando somente aquele pezinho.
A civilização chegou, e o quintal foi todo cimentado, só sobrou um pequeno canteiro com aquela arvorezinha. Não sabia por que meus pais e especialmente os meus avós se importavam tanto com aquela árvore e não a cortavam de uma vez.
Anos mais tarde, fiquei sabendo que aquele era um pé de sakurá que meus avós tinham conseguido, de alguma forma, trazer do Japão. Agora fazia sentido a alegria da minha avó em ver aquelas flores miúdas de um rosa bem clarinho, quase branco, brotarem no topo da árvore.
Penso naquela árvore de clima frio que insistia em florescer num calor tão intenso da região. Dava flores, apesar do chão tão impróprio, cheio de cimento e de mãozinhas travessas que, na sua ignorãncia, retiravam os brotos.
Acho que muitas vezes nós somos como aquela arvorezinha num lugar de clima difícil, chão duro, e muita adversidade.
No Salmo 1.3, a Biblia fala do justo como alguém que é plantado junto a corrente de águas, junto do Senhor. O Salmo 92.12-15 fala do justo que floresce nos átrios de Deus e dá frutos até em tempos em que as pessoas já não esperam mais.
Este é o chamado do nosso Senhor para vivermos como seus filhos, orando, trazendo palavras de encorajamento, ou fazendo pequenos gestos de bondade. Podemos manifestar a Graça de Deus onde estivermos e em todas as circunstâncias.
Que a cada dia possamos viver bem firmados com Jesus, ser cada vez mais parecidos com Ele, e para sua gloria, manifestar Sua Graça e bênção.
(São Paulo, julho de 2008)
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